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Alta nos combustíveis - a culpa é dos postos?

Desde o início do ano estamos vendo o preço dos combustíveis subirem vertiginosamente e o consumidor acaba colocando a culpa no posto por achar que o valor final é definido somente pelos revendedores. Acontece que há uma sucessão de fatores (e impostos!!) que acabam influenciando o preço da tabela.

O posto paga um preço alto

Na última segunda 22/02, o presidente Bolsonaro assinou um decreto que obriga os postos a apresentarem ao consumidor o valor exato de cada imposto cobrado. Além disso, cada posto também deve mostrar os descontos relacionados aos aplicativos de fidelização.

Trabalhar com transparência é algo que alguns revendedores já estão fazendo. Em entrevista recente a uma tv local, Vinicius Cavalheiro do posto Tuiuti de Maringá/PR e também presidente do núcleo de postos da ACIM, explicou que a tabela dos postos parceiros da ACIM estão sendo disponibilizados aos clientes para que eles tenham acesso aos valores dos impostos que os revendedores também pagam.

Isso faz parte de um projeto para conscientizar o consumidor a respeito da realidade dos preços dos combustíveis, mostrar as margens do cliente, do revendedor e da distribuidora e como o peso dos impostos no combustível atinge em cheio no preço do mercado.

Veja o exemplo da tabela abaixo:

O preço de bomba está em 100%, significando o valor por litro que o consumidor deve pagar ao abastecer.

Logo abaixo vemos as porcentagens de 33,61% referente ao custo da gasolina sem os impostos e 14,73% do etanol anidro (a gasolina vem com 73% de etanol).

Já 24,07% é o imposto estadual que o revendedor paga por litro, enquanto que 12,74% vai para o governo federal.

Os 2,78% são a margem da distribuidora que repassa para todos os postos e ganha em volume e os 12,76% são a margem bruta do posto, lembrando que dessa margem saem as despesas do estabelecimento como energia, salários e aluguel.

E só um detalhe, o valor do imposto estadual já está defasado, devendo haver um reajuste em breve seguindo a tabela da Petrobras.

A previsão é de mais aumento

Tanto em Maringá como na maioria das cidades brasileiras já estamos com a gasolina valendo mais de R$5,00 e esse valor deve subir. Isso porque, segundo Vinicius, quando há um aumento na refinaria, é comum haver dois ou três aumentos subsequentes por conta da pauta do governo estadual em relação aos preços, então a cada 15 dias o governo faz um reajuste na alíquota do ICMS que vai ser repassado aos postos e, finalmente, ao consumidor.

E com o aumento da gasolina, o etanol também sobe. Só em 48 horas, o preço do etanol subiu em 7 centavos na ESALQ, onde tem a base nacional de preços no combustível. Portanto, o consumidor deve preparar o bolso porque logo menos teremos mais outro reajuste.

Outros fatores que influenciam no aumento

  • A Petrobras adota o Preço de Paridade Internacional (PPI) em relação a sua política de preços. Então o preço dos combustíveis nas refinarias vão de acordo com a cotação do barril de petróleo em dólar e a taxa de câmbio.

  • A nova safra de etanol anidro e hidratado no Centro-Sul só começa em abril, representando 90% da produção nacional. Como agora está em momento de final de safra, o seu valor subiu mais de R$0,10 em 30 dias.

  • Elevação no preço do óleo diesel e, por consequência, o aumento no valor dos fretes de combustíveis.

  • Ato Cotepe de fevereiro com variações de até R$0,10 na gasolina.

Por causa de todas essas questões, o preço que os postos oferecem saem altos e, com a crise que a Petrobras vem passando acarretando na alta do dólar, o panorama não é dos mais otimistas e quem paga o preço nisso tudo é o consumidor e junto dele o próprio posto de combustível que quase nada pode fazer a não ser mostrar a realidade dos fatos.

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